06/04/2015
10/12/2014
Confraternização na Marquise - DEZ 2014 - parte II
Borboleteando para lá e para cá na velha e cansada Marquise. (Como disse o menino Emerson)
Aos amigos de sempre:
Bigode, Zé Seleta, Marcelo, Cabeça, Doca, Henrique, Kleber, Band, Guilherme, JB, Juliana, Raquel, Ester, Rubão, Sr. Caique, Luis, Marilete, e todos os outros!!!
Que 2016 seja tudo de maravilhas e felicidades, já que em 2015, sabemos, vai ser a mesma coisa....
PARTE II


Confraternização da Marquise - Dez 2014 - Parte I
Aos amigos de sempre:
Bigode, Zé Seleta, Marcelo, Cabeça, Doca, Henrique, Kleber, Band, Guilherme, JB, Juliana, Raquel, Ester, Rubão, Sr. Caique, Luis, Marilete, e todos os outros!!!
Que 2016 seja tudo de maravilhas e felicidades, já que em 2015, sabemos, vai ser a mesma coisa....
"borboleteando", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/borboleteando [consultado em 10-12-2014].
"borboleteando", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/borboleteando [consultado em 10-12-2014].
"borboleteando", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/borboleteando [consultado em 10-12-2014].
24/11/2014
Aniversário Bigode - Novembro de 2014



25/08/2014
21 de agosto - Toca Raul!
JB.
08/08/2014
Casou?
siga em frente.
Senão, nem começe!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho...e talvez a cabeça.
Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação...
A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.
Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.
(na ordem: JB - Kleber - Cabeça)
28/05/2014
IOGA GRAVITACIONAL NA MARQUISE ou CRIATURAS DA NOITE
Tá ai, nosso velho e cansado amigo Rubio (vulgo Rubão), em sua busca constante da evolução, utilizando algo parecido com a ioga gravitacional (seja lá o que isso significa).
22/10/2013
10 dicas para você não virar um beerchato
Você provavelmente já teve que lidar com pessoas que, ao invés de aproveitar aquela Original trincando de gelada acompanhada dos famosos acepipes, resolveu dar uma palestra sobre harmonização. E não é só isso, o beerchato é tão chato que não consegue respeitar o lugar sagrado chamado boteco.
07/01/2013
14/11/2012
05/10/2012
Manifesto Pró-goró
"A humanidade está três doses de uísque atrasada. Se todo mundo tomasse esses três uísques, não teríamos tantos problemas." Humphrey Bogart
Alguns hereges tem usado como argumento para a legalização da maconha o fato que o álcool seria, supostamente, mais prejudicial à saúde. Além de uma mentalidade tacanha, essa gente demonstra nada saber da história da humanidade.O goró esta ligado diretamente ao desenvolvimento da raça-humana. Está comprovado cientificamente que o polegar opositor tem como função primordial pegar um copo de cerveja.
Se não existisse goró seria impossível imaginar a humanidade como conhecemos. Viveríamos num mundo envolto em trevas e desilusão. Sem contar que sem álcool a população mundial cairia pela metade. O músico John Lennon disse certa vez que a maioria das pessoas nascem de uma noite de bebedeira numa sexta-feira. O goró é o primeiro e mais eficiente desinibidor sexual que se tem conhecimento.
Além disso é sabido que todos povos da antigüidade tinham o seu goró: Gregos, Egípcios, Romanos, Chineses et al. Só os povos incivilizados da América latina não tinham o seu goró, e esta é sem dúvida a principal razão do nosso atraso em relação ao resto do mundo. Nossos colonizadores já estavam várias doses na nossa frente. Temos nos esforçado para tirar essa desvantagem. Mas não temos apoio da mídia em nossa empreitada, que insiste num conservadorismo atroz e claudicante.
Temos, no entanto, o aval milenar da Igreja Católica. Se você não acredita, é bom lembrar que o primeiro milagre de Jesus Cristo foi justamente transformar água em vinho numa festança arreigada. Imaginem a gama de milagres que ele poderia ter escolhido, mas, não ele foi lá escolheu dar ao povo o que o povo quer: goró. Que assim seja então.
Jah rastafari, no entanto, que se saiba nunca transformou capim em maconha. Sinceramente não tem comparação. [...] Além do mais o goró tem muitas outras vantagens sobre o cigarrinho do capeta. Ele tem mais charme, não fede e não é passado de mão em mão todo babado. O Goró já vem pronto, não precisa fechar, alias é só abrir. O goró, diga-se de passagem, é um exercicio regular que exige muita deicação. Ele deve ser praticado dia-a-dia e não é a toa que muitos se dizem halterocopistas. Leva-se anos para adquirir uma saudável e simpática barriga de provador de cerveja.
Equipe ZeroZen. - Publicada pelo JB.
01/10/2012
Minha primeira vez no Bigode
14/08/2012
O que é a cerveja
O que é a cerveja
“Era um homem sábio aquele que inventou a cerveja” <Platão>
Revista Viva Mais – julho de 2012 - Reginaldo Maranhão
É curioso notar que bibere, em latim não significa cerveja, mas apenas “beber”. O termo do latim clássico para designar a cerveja é cervisia, com avariante cerevisia. Dessa raiz derivaram as palavras cerveja, do português, e cerveza do espanhol. Desde Plínio, o Velho, que viveu entre os anos 23 e 79 da era cristã, os estudiosos da Filosofia acreditavam que cervesia procede de Ceres, que na mitologia latina era a deusa da agricultura.
A cerveja é o resultado da fermentação alcoólica preparada de mosto de cereal maltado, geralmente acevada. Também pode-se adicionar mais de um cereal (milho, arroz, aveia ou trigo) com as sementes germinadas ou não. Entretanto sabe-se hoje que o cereal mai simportante para a boa qualidade da cerveja é a cevada. Ao mosto de malte é acrescentado ainda lúpulo e levedura (fermento cervejeiro).
Essa é a fórmula básica para aprodução de qualquer tipo de cerveja, cujo teor alcoólico varia de 3% a 8%. Sob a denominação de cerveja encontramos uma grande variedade de tipos dessa bebida, que são obtidos por processos que vão desde a fabricação caseira à industrial altamente tecnizada.
Para se chegar ao produto final –a cerveja no ponto de ser consumida – o processo de produção (tanto industrial como artesanal) passa por cinco fases: maltagem da cevada, secagem do malte e eliminação das radículas; moagem grossa do malte; brassagem ou mosturação;cozimento do lúpulo (desse ponto em diante entra a fase de preparação do produto para o consumo, como filtragem decantação, engarrafamento e pasteurização).
Basicamente, a fabricação industrial pode ser dividida em duas etapas principais (o que vale também paraa artesanal): a mosturação e a fermentação.
Encaminhado por Pedro Wolff.
17/07/2012
quia absurdum
Mas não o autor desta frase estásentado de vez em quando ao seu lado. Mais precisamente na nave direita da churrasqueira. Ontem, me arrependi de não ter conhecido o banheiro na época de sua inauguração. Mas não vim aqui para falar isso.
Vou falar da verdadeira Torre de Babelecológica que é o Setor Bancário Sul. O SBS seria o macro e o churrasquinho do bigode seria seu microcosmos. Digo isso por sua habilidade de proliferar pessoas de cunho esquerditas, artistas, intelectuais, músicos e etc.
Na verdade o coração esta lá. Como seu Caíque falou certa vez “uma gratuidade”. Ali descarregamos a tensão do dia-a-dia. Muitos enfartos foram prevenidos frequentando o Chaguinha. È o momento de se desgarrar dos problemas e falar besteiras.
Mas não o posudo a esquerda não fala besteiras? Besta é ele. Besta é tu. Porque não viver este mundo. Ali estamos diante de baratas, bêbados andarilhos, desgraçados... a pior classe da marginalidade. E somos felizes e coabitamos. Nestes quase dez anos interruptos, desde quando em novembro de 2001 Antônio, vulgo Valdeci, resolveu sair timidamente daquela úmida galeria e em buscar de seu lugar ao sol, e a lua também. Nunca foi registrado um desentendimento neste local.
Maquiavel diria mantenha suas inimigos por perto. Maquiavel é besta porque não tem nada a ver com isso. Estamos ali,com a cara limpa, a mostra e festivos. Não queremos um sofá, mas um engraxate a disposição faria diferença.
Logo, sobre aquele churrasquinho: credo quia absurdum
Pedro Wollf
05/12/2011
Diário de Borda – Um conto de Natal
Então, por esses dias, por dever e vontade retornei à Marquise. Voltei a Stonehenge tal
um devoto que retoma periodicamente sua santa peregrinação. Caminhei léguas e léguas
dentro do avião, passei privações, ultrapassei obstáculos, cruzei desertos, desafiei exércitos,
defendi-me em guerras, dormi em vigília, esclareci enigmas, alimentei-me espartanamente
com míseras barras de cereal, cumpri os 10 Trabalhos, enfim, purifiquei o espírito para
estar pronto ao reerguer n’olhar o imaculado lugar. Lá chegando, após festejos e abraços e
saudações efusivas dos outros monges ascetas, busquei o Santo Graal e com ele entornei o
líquido sacro. E, confesso comovido, a sua ingestão dotou-me novamente da sensação única
da experiência máxima do pináculo extremo de algo que acabo de esquecer... Buenas, o que
importa é que foi bom e recompensador. Disso, guardo certeza. Recordar é viver.
E, digo-vos. Retornar à Marquise, retomar a sua imponência e a sua explicação do
mecanismo universal, receber as suas místicas emanações, estudar a sua estupenda e
misteriosa arquitetura, perceber a exatidão de sua localização geocêntrica, tudo redundou
no resgate de uma vida. A minha vida. Ela dotada de existência e sabedoria. Sim, a
Marquise nos ilumina e doa a energia mater que o Sacerdote Valdeci bondosamente colhe
nas florestas da sapiência do Setor de Abastecimento e nos vende a um preço exorbitante.
E louvamos todos nós no rito concêntrico e exegético da noite em galhardia. Aleluia!
Bebemos a beatificação e fortalecemo-nos para a gloriosa recepção do dia. Aleluia! Nada
nos deterá. Nada nos curvará. Nada nos vencerá. Nem mesmo o que mais forte e impiedoso
nos ataca, a temível ressaca! Aleluia!
Sim, sim. E isso por que a troca energética é tamanha e são muitas e várias e múltiplas e
multitudinárias as emoções. Mas, retrocedendo um pouco, confesso-vos que ao adentrar
novamente a rodinha de amigos senti um prazer tanto anímico quanto físico. De um jorro,
fiz-me presente. Em metáfora, mesmo, ou não, como diria Caê, desagüei ali. E estive em
casa. Adentrei o círculo e vi a felicidade estampada no rosto de cada um. Eles, os meus
amigos, gostaram de mim ali, dentro de seus espaços. E, claro, foi gratificante. Diria-vos
mais, valeu cada palmo da distância. Um homem cumpre o seu destino e eu, humilde servo,
assim procedi. Apontei minha bússola para a Marquise e zarpei em caronas de corsários,
e rumei em trabalhos de piratas, e prossegui em sociedades de bucaneiros, e rompi marés
perigosas com o intuito maior de ofertar meu magma aos irmãos anacoretas. E assim foi
feito.
Mas o propósito destas mal destacadas linhas é o que explicito no título. Estamos entrando
na época das festas de final de ano. Época de balaços e de balanços, nessa ordem. Época de
troca de presentes. Época de renovação de esperanças. Época de soerguimento da crença
na possibilidade humana. Época de se entupir – mais – de contas. Mas, sobretudo, época de
percebermos com precisão a época em que vivemos. Época de reconhecermos e saudarmos
os amigos. Época de buscá-los e de reuni-los. Época de sermos felizes e nos esforçarmos na
extensão dessa época para a outra que se inaugura. Época de tornarmos a vida mais pura.
Feliz Natal a todos! Obrigado, meus amigos. Ho-ho-ho.
PH – 01/12/11
21/11/2011
Boteco nosso de cada dia

Em razão do meu “ciganismo intelectual” falando em muitos lugares e ambientes sobre um sem-número de temas que vão da espiritualidade à responsabilidade socioambiental, e até sobre a possibilidade do fim de nossa espécie, os organizadores, por deferência, costumam me convidar para um bom restaurante da cidade. Lógico, guardo a boa tradição franciscana e celebro os pratos com comentários laudatórios. Mas me sobra sempre pequeno amargor na boca, impedindo que o comer seja uma celebração. Lembro que a maioria das pessoas amigas não podem desfrutar destas comidas e especialmente os milhões e milhões de famintos do mundo. Parece-me que lhes estou roubando a comida da boca. Como celebrar a generosidade dos amigos e da Mãe Terra se, nas palavras de Gandhi, “a fome é um insulto e a forma de violência mais assassina que existe”?
É neste contexto que me vêm à mente como consolo os botecos. Gosto de frequentá-los, pois aí posso comer sem má consciência. Eles se encontram em todo mundo, também nas comunidades pobres nas quais, por anos, trabalhei. Aí se vive uma real democracia: o boteco, ou o pé-sujo (o boteco de pessoas com menos poder aquisitivo), acolhe todo mundo. Pode-se encontrar lá tomando seu chope um professor universitário ao lado de um peão da construção civil, um ator de teatro na mesa com um malandro, até com um bêbado tomando seu traguinho. É só chegar, ir sentando e logo gritar: “Me traga um chope estupidamente gelado”.
O boteco é mais que seu visual, com azulejos de cores fortes, com o santo protetor na parede, geralmente um Santo Antônio com o Menino Jesus, o símbolo do time de estimação e as propagandas coloridas de bebidas. O boteco é um estado de espírito, o lugar de encontro com os amigos e os vizinhos, da conversa fiada, da discussão sobre o último jogo de futebol, dos comentários da novela preferida, da crítica aos políticos e dos palavrões bem merecidos contra os corruptos. Todos logo se enturmam num espírito comunitário em estado nascente. Aqui ninguém é rico ou pobre. É simplesmente gente que se expressa como gente, usando a gíria popular. Há muito humor, piadas e bravatas. Às vezes, como em Minas, se improvisa até uma cantoria que alguém acompanha ao violão.
Ninguém repara nas condições gerais do balcão ou das mesinhas. O importante é que o copo esteja bem lavado e sem gordura, senão estraga o colarinho cremoso do chope que deve ter uns três dedos. Ninguém se incomoda com o chão e o estado do banheiro. Os nomes dos botecos são os mais diversos, dependendo da região do país. Pode ser a Adega da Velha, o Bar do Sacha, o boteco do Seo Gomes, o Bar do Giba, o Botequim do Joia, o Pavão Azul, a Confraria do Bode Cheiroso, a Casa Cheia e outros. Belo Horizonte é a cidade que mais botecos possui, realizando até, cada ano, um concurso da melhor comida de boteco.
Os pratos também são variados, geralmente, elaborados a partir de receitas caseiras e regionais: a carne de sol do Nordeste, a carne de porco e o tutu de Minas. Os nomes são ingeniosos: “mexidoido chapado”, “porconóbis de sabugosa”, “costela de Adão” (costelinha de porco com mandioca), “torresminho de barriga”. Há um prato que aprecio sobremaneira, oferecido no Mercado Central de Belo Horizonte e que foi premiado num dos concursos: “bife de fígado acebolado com jiló”. Se depender de mim, este prato deverá constar no menu do banquete do Reino dos Céus que o Pai celeste vai oferecer aos bem-aventurados.
Se bem repararmos, o boteco desempenha uma função cidadã: dá aos frequentadores, especialmente aos mais assíduos, o sentimento de pertença à cidade ou ao bairro. Não havendo outros lugares de entretenimento e de lazer, permite que as pessoas se encontrem, esqueçam seu status social e vivam uma igualdade, geralmente, negada no cotidiano.
Para mim, o boteco é uma metáfora da comensalidade sonhada por Jesus, lugar onde todos podem sentar à mesa e celebrar o convívio fraterno e fazer do comer uma comunhão. Para mim, também, é o lugar onde posso comer sem má consciência.
Leonardo Boff - Encaminhado pelo LOURIVAL.






































